Seguros crescem no Brasil, mas ainda há muito a ser explorado para atender o mercado e contribuir para o desenvolvimento do país
- sabrina0570
- 12 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
O mercado de seguros brasileiro vive um momento de forte expansão. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o setor fechou 2024 com um crescimento de 12,2% em relação a 2023. E as projeções da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontam para uma nova alta de, pelo menos, 10% em 2025.

Mais do que números positivos, esse movimento representa uma oportunidade estratégica para seguradoras, corretores e investidores, que enxergam no seguro um instrumento de proteção e também de desenvolvimento econômico e social.
Um mercado em expansão — mas ainda com muito espaço para crescer
Apesar do avanço, o mercado de seguros ainda tem enorme potencial de expansão no Brasil. Fatores como pandemia, desastres naturais, crises econômicas e as mudanças geopolíticas globais reforçaram a importância da proteção financeira, pessoal e patrimonial.
Hoje, o setor representa cerca de 6% do PIB brasileiro, segundo a CNseg — um número ainda distante da média de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Inglaterra e Dinamarca, onde o seguro ultrapassa os 10% do PIB. Além disso, apenas 20% da população brasileira possui algum tipo de seguro, segundo a Susep.
Essa lacuna demonstra a necessidade de popularizar e desburocratizar o acesso aos seguros — um desafio que precisa ser enfrentado por todos os agentes do setor: reguladores, seguradoras e corretores.
O novo papel do corretor e a influência da tecnologia
Atualmente, o Brasil conta com cerca de 125 mil corretores de seguros registrados, responsáveis por aproximadamente 80% das vendas de apólices para pessoas físicas e jurídicas.
Com a transformação digital e a chegada da inteligência artificial (IA) em processos como cotação, precificação e análise de sinistros, o papel do corretor vem se transformando. De intermediário, ele passa a atuar como um consultor especializado, um facilitador humano em meio à automação — agregando valor por meio da empatia, da escuta e do aconselhamento personalizado.
Novo Marco Legal dos Seguros: modernização e segurança jurídica
Outro ponto de destaque é a chegada do Novo Marco Legal dos Seguros (Lei 15.040/24), que promete modernizar e simplificar as regras do setor.
Entre os principais avanços estão:
Uniformização das normas contratuais;
Redução da judicialização;
Maior transparência e previsibilidade jurídica;
Estímulo à concorrência e à inovação.
Com um ambiente regulatório mais estável, o mercado de seguros se torna mais atrativo para investidores e mais seguro para consumidores, abrindo espaço para produtos sob medida e novas oportunidades de negócios.
Seguro como instrumento de desenvolvimento econômico
Mais do que um serviço de proteção, o seguro é um mecanismo essencial para o crescimento sustentável. Ele reduz riscos, viabiliza investimentos, incentiva o empreendedorismo e garante a continuidade das atividades produtivas.
Além disso, o setor tem papel relevante na formação de poupança interna e na alocação eficiente de recursos, já que parte dos valores arrecadados com prêmios é aplicada em títulos públicos e projetos de infraestrutura — ou seja, o seguro ajuda não só a proteger, mas também a construir o futuro do país.
Conclusão: um setor preparado para o futuro
A combinação entre crescimento econômico, transformação digital, modernização legal e evolução dos profissionais cria um cenário promissor para o mercado segurador brasileiro.
Mais do que uma evolução setorial, trata-se de uma mudança de mentalidade: o seguro deixa de ser visto como algo burocrático e distante e passa a ocupar o papel de protagonista do desenvolvimento nacional, contribuindo para um Brasil mais seguro, resiliente e preparado para o futuro.







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